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Expressões Idiomáticas da Lusofonia

Quem não ouviu a expressão “dor de cotovelo”?

Agora, imagine-se um marciano a aprender português; se ele ouvir esta expressão, como irá pensar?
-“Que alguém está com alguma dor numa região especifica do corpo”?!

Todos nós, quando a pronunciamos, não procuramos saber o significado que cada palavra possui de modo separado, mas sim, entendemos automaticamente que ela possui um sentido global, ou seja, um sentido visto como um todo, diferente do convencional, ou seja, sabemos que não se trata de uma dor propriamente dita, mas de algo representado, incorporado na mente das pessoas, cujo significado se refere a alguém que, por exemplo, pode estar a sofrer por uma paixão não correspondida.

A língua portuguesa – em toda a lusofonia – tem um património linguístico-cultural riquíssimo, com especial incidência nos aspectos linguísticos, literários e musicais.
Exemplos de outras expressões idiomáticas lusófonas:

Expressão Possível Significado
Amigo da onça – amigo interesseiro, traidor.
Ter para os alfinetes – ter dinheiro para viver
Andar nas nuvens – estar desatento, distraído.
Do tempo da Maria Cachucha – há muito tempo.
Arregaçar as mangas – dar início a um trabalho ou a uma atividade.
À grande e à francesa – viver com luxo e ostentação.
Bater na mesma tecla – insistir no mesmo assunto.
Coisas do arco-da-velha – coisas inacreditáveis, absurdas, espantosas, inverossímeis.
Boca de siri – manter segredo sobre algo.
Dose para cavalo – quantidade excessiva; demasiado.
Cara de pau – descarado, sem-vergonha.
Memória de elefante – ter boa memória; recordar-se de tudo.
Entrar pelo cano – ficar encrencado, dar-se mal em alguma coisa.
Lágrimas de crocodilo – choro fingido.
Lavar as mãos – não se envolver, deixar como está.
Rés-vés Campo de Ourique – ficar muito perto de alcançar algo.
Meia-boca – de qualidade média para ruim.
Ficar a ver navios – esperar algo que não vem, não acontece, não aparece.
Pagar o pato – ser responsabilizado por algo que não cometeu.
Andar à toa – andar sem destino, despreocupado, passando o tempo.
Pendurar as chuteiras – aposentar-se/reformar-se, desistir de algo.
Embandeirar em arco – manifestação efusiva de alegria.
Pensar na morte da bezerra – distrair-se.
Fazer tábua rasa – esquecer completamente um assunto para recomeçar.
Quebrar o galho – dar soluções improvisadas.
Ave de mau agouro – pessoa portadora de más notícias ou que anuncia desgraças
Rodar a baiana – fazer escândalos.
Meter uma lança em África – conseguir realizar algo que se afigurava difícil.
Segurar a vela – atrapalhar um namoro.
Queimar as pestanas – estudar muito.
Soltar a franga – estar desinibido.
Trocar as bolas – atrapalhar-se.
Trocar os pés pelas mãos – agir com pressa, desajeitadamente.

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