segunda-feira , 30 janeiro 2023
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Quem Somos

Grande parte de nós, desconhece quase por completo, as diferenças de sons emitidos pelos quase 280 milhões de pessoas que falam português, sobretudo na sua imensa teia de sotaques, timbres, crioulos, dialetos e regionalismos.

Essas sonoridades, são o resultado de uma dinâmica multifacetada, multicolorida e incontrolável. É como se estivéssemos a falar de um ser vivo, com vontade própria. Mas, como soa dizer “Olá” com o sotaque de Díli, capital de Timor Lorosae? Ou, com o sotaque de Viana do Castelo, no norte de Portugal? Ou com o sotaque da Cidade Velha, na Ilha de Santiago em Cabo Verde? Ou será que nestas cidades, utilizam alguma outra palavra ou expressão que substitui o mesmo sentido dessa? Ou….?

A língua portuguesa é uma língua flexiva, viva e influenciou muitos povos e línguas.

Durante a expansão marítima, os marinheiros portugueses dispersaram o seu idioma pelo mundo e, nos nossos dias, ele é a língua oficial em Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Macau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste (Timor Lorosae).

Também ajudou a compor crioulos a partir do português em Cabo Verde, Macau (China), Timor-Leste, Damão, Diu, Goa (Índia), Malaca (Malásia), em enclaves na Ilha das Flores (Indonésia), Batticaloa no (Sri Lanka) e nas Ilhas ABC no Caribe/Caraíbas.

Também é uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos.

Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5.ª língua mais falada no mundo, a 3.ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul do planeta.

O português é conhecido como “a língua de Camões“, em homenagem a uma das mais importantes figuras literárias de Portugal, Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas e de tantos outros poemas universais e humanistas.

O Dia Internacional da Língua Portuguesa é comemorado em 5 de maio [A data foi instituída em 2009, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), com o propósito de promover o sentido de comunidade e de pluralismo dos falantes do português].

Por termos constatado de que há um desconhecimento generalizado sobre como soa língua portuguesa além do círculo habitual que nos rodeia, construímos este projeto – de forma voluntária – a pensar em aprender mais e partilhar esse aprendizado com todos os falantes de português, por considerarmos que a música é um instrumento mais fácil de promoção da língua portuguesa.

Apesar da língua ser um dos pontos que nos une, há uma imensidão de fios nessa teia que nos torna diferentes, seja pela nossa percepção do espaço, da temperatura, da água, do sol, da terra, do ar ou dos outros que nos rodeiam.

Queremos dar a conhecer essas diferenças, falando abertamente do porquê de elas existirem, das histórias que nos levaram até elas e, talvez, descobrir novas perguntas.

Queremos falar dos sentimentos, dos temperos, da cor, da fé, da força e da paixão que move ou trava essas pessoas.

Apesar do projeto ter nascido em Salvador da Bahia, no Brasil, ele voa além dos soteropolitanos, da comunidade portuguesa, das comunidades de brasileiros, de angolanos, de cabo verdianos, de moçambicanos, de timorenses, de guineenses, de são tomenses, de goeses, de macaenses que pululam por esse planeta fora, para também chegar aos migrantes destes povos na diáspora.

Dirigimos esta rádio a toda a lusofonia [conjunto daqueles que têm o português como língua materna], bem como aos seus amantes, para ilustramos das mais variadas formas, o que nos torna igualmente diferentes, mas inclusivos.

Temos consciência de que há barreiras complicadas, sobretudo quando o nosso ouvido não está habituado a ouvir algumas vogais, ditongos, hiatos ou tritongos mudos ou demasiados abertos.

É difícil combater esse tipo de pensamento e continuar firme, mas com a rádio online – passível de ser ouvida em qualquer parte do mundo, graças à internet – podemos tentar reverter esse quadro trazendo conteúdo de qualidade para as pessoas, engajando-as lentamente na defesa da nossa pátria: a língua portuguesa!

António Cunha

Mentor

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